RANGEL LIMA - Psicólogo, Coach e Palestrante

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Como Desenvolver a Inteligência Emocional da sua Equipe

12/06/2020

Se você é líder de um time ou almeja se tornar um, saiba que a sincronia entre os colaboradores faz toda a diferença ― não apenas nos resultados tangíveis, mas também no clima organizacional dos liderados.
 
Aqui pode surgir uma dúvida? As pessoas podem mesmo aprender a ter inteligência emocional? Podem sim. A menos que haja um bloqueio físico ou químico que a impeça de compreender as emoções, qualquer pessoa pode desenvolver todas as competências. Vamos ver como.
 
A inteligência emocional é basicamente um conjunto de comportamentos, que podem ser ensinados, aprendidos e aprimorados pela prática. Em qualquer treinamento, primeiro deve-se avaliar a situação atual da pessoa. Gosto do modelo que compara a consciência da habilidade com a competência na habilidade. 
 
O nível mais alto é quem tem consciência de uma habilidade e é competente nela. A pessoa entende de inteligência emocional e é boa nisso. É o profissionalismo. É quando a pessoa sabe que sabe. 
 
Em outro nível, o sujeito tem consciência da habilidade, mas não tem competência nela. Sabe sobre inteligência emocional, mas não sabe usá-la. É quando a pessoa sabe que não sabe. É aí que entram os treinamentos tradicionais. Você pode oferecer cursos ou orientação sobre as competências do QE – Quociente Emocional, --- a pessoa pode aprender a habilidade e dominá-la com a prática. Há vários cursos relevantes no mercado. 
 
No nível seguinte, a pessoa não tem consciência da habilidade nem competência nela. Não apresenta inteligência emocional nem sabe o que é QE. É um ponto cego, quando a pessoa não sabe que não sabe. Nesse grupo, aborde primeiro a consciência, dando informações sobre a habilidade e sua importância. Muitas vezes, isso inclui dados ou evidências que demonstram seu valor. Quando a pessoa passa a ser consciente, mas incompetente, você pode implementar treinamentos. 
 
Por fim, existe a categoria de pessoas inconscientes, mas competentes: pessoas naturalmente boas na inteligência emocional sem ter aprendido o conceito. É quando a pessoa não sabe que sabe, e isso costuma ser visto como um dom. Nesse grupo, você pode criar momentos de inspiração para que associem o que fazem às informações sobre QE e competências relacionadas. Além das informações e treinamentos sobre competências emocionais, você pode dar orientações personalizadas, interligando as ações deles ao que estão aprendendo. 
 
O ideal é conduzir o pessoal ao nível consciente e competente, por meio de treinamentos e orientação. Mas não pare aí. Todo treinamento é inútil se os conhecimentos não forem transformados em hábitos. Você deve dar às pessoas oportunidades de praticar. Aliás, seus treinamentos devem incluir isso. Também deve haver um período dedicado à prática, para ajudá-las a aprimorar a habilidade até que se torne um hábito. 
 
Adquirir um hábito leva tempo, e no começo pode ser desconfortável. Mas, com repetições — 40 é sempre um bom número, qualquer habilidade nova pode se transformar em hábito. Ao longo deste processo, pense em cada competência como uma área separada a desenvolver. Conforme aprende e transforma cada uma em hábito, vai perceber uma mudança significativa. Quando isso se torna natural, você colhe os verdadeiros benefícios da inteligência emocional.
 
E lembre-se: o sucesso das organizações depende do sucesso das pessoas. Invista em você e trabalhe para aumentar a inteligência emocional da sua equipe.
 
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Autoria: Rangel Lima - Psicólogo, Mentor e Master Coach






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