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Não há dúvida de que ser feliz é bom, mas em excesso pode ser um veneno. E, quanto mais procuramos a felicidade, menos somos felizes. Conheça o lado B da felicidade.
14
Nov
Felicidade Extrema é Prejudicial




Ser feliz é uma das maiores preocupações de nossa sociedade hoje. É comum ouvirmos dizer que a felicidade traz bem-estar. Mas será que é sempre assim? Um estudo recente, defende que buscar o extremo da felicidade pode ser mais prejudicial do que as pessoas que tem uma relação moderada entre emoções positivas e negativas em sua vida diária.
 
Pesquisadores das Universidades da Virgínia, Illinois, Michigan e Yale nos Estados Unidos, identificaram que muitos indicadores de sucesso e bem-estar (como os relacionamentos pessoais, emprego, saúde e longevidade) estão correlacionados com uma maior felicidade. No entanto, as suas descobertas desafiam a ideia comum que todas as medidas positivas aumentam em proporção com o nível de felicidade.
 
Os indivíduos que se classificaram a eles próprios como mais felizes (10 numa escala de 10 pontos) estavam em alguns aspectos, piores do que aqueles que tinham um resultado ligeiramente inferior. A pesquisa indica que as pessoas felizes (classificando-se a elas próprias como 8 ou 9) tendem a ser mais bem-sucedidas em alguns aspectos do que aquelas que se consideravam no topo da escala. Isso ocorre, essencialmente porque as pessoas profundamente felizes podem ter menos tendência a modificar o seu comportamento ou a ajustarem-se a mudanças externas, mesmo quando alguma flexibilidade poderia trazer vantagens.
 
Outros estudos anteriores que ligam a saúde às emoções, descobriram que as pessoas extremamente felizes que são diagnosticadas com doenças sérias, nem sempre mostram melhores resultados. E isso acontece porque estas pessoas não se preocupam o suficiente sobre assuntos críticos que afetam a sua própria sobrevivência. A sua felicidade extrema faz com que se preocupem menos e procurem menos soluções para resolver os problemas de saúde.
 
É notório que atitudes rígidas ou extremistas são negativas e denotam sinais de baixa inteligência emocional. Precisamos encontrar o caminho do meio. Níveis moderados de emoções positivas favorecem a criatividade, mas níveis altos não. Crianças altamente alegres estão associadas com o maior risco de mortalidade na idade adulta por seu envolvimento em comportamentos arriscados. Isso porque uma pessoa muito feliz teria menos probabilidade de discernir as ameaças iminentes. Além disso, as pesquisas apontam que níveis moderados (não extremos) de sentimentos positivos estão ligados à redução de sintomas de depressão e ansiedade, além do aumento da satisfação pessoal.
 
Como você pode perceber, a felicidade gera mais bem-estar, mas quando exigimos níveis extremos de felicidade, perdemos em vários aspectos e parece que fica cada vez mais difícil de obtê-la. A razão é simples: elas concentram tanta energia e expectativa nesse esforço que os eventos felizes, como festas e encontros com amigos, acabam sendo decepcionantes, ou seja, quanto maior for a expectativa, maior serão as chances de frustração. Em adultos jovens e saudáveis, essa busca incessante pela felicidade tem sido ligada ao maior risco de mania e depressão.
O que fazer então? Procure não ser tão exigente consigo mesmo e com os outros. Veja o lado bom da vida, valorize e celebre as suas conquistas. Aprenda a driblar as adversidades e aprender algo de bom com elas, pois tentar maximizar emoções positivas e minimizar as negativas, como já vimos, nem sempre é uma boa.
 
Como afirma Thich Nhat Hanh, escritor e mestre zen por excelência, “não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.” Portanto, faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.

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Fonte: Rangel Lima - Psicólogo e Master Coach Executivo e de Negócios


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